O que aprendi sobre o amor antes dos 25 anos


Eu sempre fui teimosa. Mesmo se não fosse taurina, a teimosia não largaria do meu pé, pois sinto uma necessidade extrema de não desistir, nunca, sob hipótese alguma. Aos trancos e barrancos, a vida me ensinou a lutar pela dignidade, lutar pela minha família, lutar pelas pessoas que precisam de nossa ajuda mais do que imaginamos, lutar por animais e natureza, lutar pelas amizades sinceras, lutar pela minha própria felicidade, lutar pelo amor.

Muitos se tornaram tão egoístas que não vi outra saída a não ser amar quem eu sou. Não importa o quanto busquemos a tal aceitação, as pessoas simplesmente não se importam. Estão ocupadas demais em suas vidinhas medíocres do trabalho para casa, de casa para alguma festa, da festa para alguma pequena distração vazia, na eterna busca da felicidade em coisas tão superficiais. Se embebedam, se drogam.. tudo por 5min de esquecimento. A vida sem sentido precisa ser esquecida e vale tudo por isso. 

É muito fácil se afundar em um problema achando que aquilo é o que de fato merecemos. Não perdoamos erros passados e vamos nos afundando neles cada vez mais. E quando nos damos conta, já se passaram anos e não saímos do mesmo lugar. Deixamos oportunidades lindas passarem por medo de ser feliz, medo de enfrentar o desconhecido, medo de não sermos capazes, medo que se transforma numa certeza que incomoda, que cutuca a ferida, enquanto razão e emoção brigam entre si e enlouquecemos. O coração nos faz quebrar a cara, mas a razão muitas vezes nos torna infelizes também.

Depois de incontáveis decepções, o amor me ensinou que é preciso tentar uma, duas.. mas não uma terceira vez. Amor próprio também é uma forma de amar. É preciso aprender a se perdoar primeiro, para só depois amar novamente. Não é errado se doar, não é errado ser uma pessoa boa demais, não é errado abandonar aquele carinha super fofo (à la Summer e Tom) depois de perceber que ele não te fará feliz. Amor também é saber a hora de parar de insistir. Errado é enganar a si mesmo, empurrando um relacionamento que você sabe que nunca irá melhorar. Errado é ser infeliz e consequentemente fazer outra pessoa infeliz, por medo de ficar sozinho. Amor só é amor quando existe reciprocidade, pois o amor é leve e não algo forçado que só é gostoso em bons momentos e nos finais de semana com a família.

Amar por dois é um peso. Você gasta seu tempo, seu dinheiro, sua criatividade e se dedica a alguém que não faria metade dessas coisas por você. Amar é uma delícia, mas melhor do que isso é ser amado de volta. E quando isso não acontece, nos acomodamos.. ficamos mortos, sem iniciativa e presos em nossos próprios namoros/casamentos/ajuntamentos, acreditando que aquilo é amor. Se apaixonar por alguém não é algo que podemos controlar, mas o problema é que muitas pessoas escolhem sofrer por pessoas que estão pouco se lixando para sentimentos, felizes por aí com seus amigos, enquanto o outro faz de tudo pelos dois.

Os erros são necessários para o amadurecimento, mas às vezes cheguei a pensar que se existisse a tal “pílula do esquecimento” seria tudo mais fácil. Mas não seria.. afinal de contas, nunca aprenderíamos e continuaríamos nos ferrando com os mesmos erros até a morte, sem a chance de sermos um dia verdadeiramente felizes. Sem os erros, a vida seria um eterno vazio. 

O fato é que amor de verdade, a gente não esquece. Dizem que passa com os anos.. mas não passa, ele apenas é guardado em uma gavetinha de nossa memória, ressurgindo quando encontramos novamente a pessoa ou lembramos de algo relacionado a ela. Amor de verdade quer ver o ser amado feliz, mesmo que não seja ao nosso lado. Não podemos obrigar ninguém a ficar em nossas vidas, mas amor de verdade é o que faz você ajudar essa pessoa mesmo sem receber um obrigado e mesmo que ela nunca mais volte. Mas disse e repito: o amor só acontece quando nos perdoamos e aprendemos que só devemos ficar realmente com pessoas que nos amem na mesma intensidade. O amor.. ahh sim.. ele vale a pena. Isso é amor. E assim, quem sabe um dia.. alguém por descuido ou poesia, goste de ficar.

Beijos ;*

VERMELHO: quando a cor da "paixão" virou a cor da "raiva"


As cores para mim sempre representaram muito bem as emoções. No Ano Novo e Natal, nós temos o costume de acreditar ainda mais nisso. E vermelho sempre foi a cor da paixão, aquele sentimento avassalador que nos faz transpirar, tremer as pernas e gaguejar horrores ao seu apaixonar por alguém. Muito usada em propagandas de comida ou para chamar a atenção para qualquer objeto que seja, a cor sempre arde os olhos se for usada em excesso. Sexy, quente, cor de nosso sangue. Sangue este que está sendo derramado nas últimas semanas. Sangue de pessoas que simplesmente vestiram roupas vermelhas. Porque simplesmente um partido político brasileiro usa o bendito vermelho em sua bandeira.

Eu não costumo discutir política aqui no blog, mas assim como todos os brasileiros sensatos, eu também estou indignada com os últimos acontecimentos em nosso país. Tão chocada que começo a me perguntar se haveria algum problema em virar apolítica. Mas aí sempre vem alguém citando o texto O Analfabeto Político e eu mudo de ideia, concordando, pois também não podemos fechar os olhos e fingir que não acontece nada. Não sou filiada a partidos e nem pretendo ser, não defendo nenhum deles. Mas defendo as pessoas que trabalham pontualmente dia e noite para sustentar sua família, defendo pessoas honestas ricas ou pobres que não se deixam corromper por nada, defendo estudantes que viram a madrugada lutando por um futuro melhor sem precisar subornar alguém para fazer seu tão difícil TCC, defendo professores que amam a sua profissão apesar de TODAS as injustiças, defendo seres realmente humanos. 

O que eu não defendo são agressores que ameaçam mães com seus bebês de colo andando da rua por vestirem seus filhos com roupas vermelhas. O que eu não defendo são psicopatas que batem em você pela sua orientação sexual ou preferências políticas. O que eu não defendo são homossexuais e outras mulheres que acham que tem carta branca para agredirem moças por causa de uma moda ou maquiagem que ela quis usar independente da época do ano ou do horário. O que eu não defendo são maus tratos aos animais de rua só porque eles entraram sujos em seu comércio para pegar algum alimento e algumas pessoas ainda acham isso normal, não levantando a bunda da cadeira pra pelo menos dar água pra eles. Eu como jornalista, não defendo a própria mídia quando deixa de divulgar uma notícia por ser "parceira" ou ter o rabo preso com determinado partido ou seja lá o que for.

É como escreveram em uma frase que circulou no facebook por estes dias "um governo que não dá pra defender versus uma oposição que não dá para apoiar. Tempos macabros". Em meio a todo este caos que assombra o Brasil, a única coisa que desejo é poder ter a liberdade de usar a cor que quiser na hora que eu quiser, seja ela qual for. Em nenhum outro tempo se lutou tanto para se ter direitos, mas sinceramente? Eu tenho medo do que ainda pode acontecer nos próximos meses. Não concordo com "manifestantes" que quebram patrimônios públicos, fazem discursos de ódio e usam da violência para se exigir alguma coisa. Não é espancando pessoas fisicamente e verbalmente que você irá mudar a opinião delas, muito pelo contrário. Não tenho mais o que escrever, apenas esse texto que resume todo o resto que eu sinto infelizmente nesse momento tão delicado. Triste pela população, triste pelo nosso Brasil.

"Caí em meu patético período de desligamento. Muitas vezes, diante de seres humanos bons e maus igualmente, meus sentidos simplesmente se desligam, se cansam, eu desisto. Sou educado. Balanço a cabeça. Finjo entender, porque não quero magoar ninguém. Este é o único ponto fraco que tem me levado à maioria das encrencas. Tentando ser bom com os outros, muitas vezes tenho a alma reduzida a uma espécie de pasta espiritual. Deixa pra lá. Meu cérebro se tranca. Eu escuto. Eu respondo. E eles são broncos demais para perceber que não estou mais ali." Charles Bukowski

Beijos ;*

A Borboleta



Existem três tipos de pessoas.



"Olha para ela. 
Nem parece que perdeu a mãe! Ela sorri e age como se não sentisse nada, como se não estivesse triste, como se não se importasse. Continua saindo, trabalhando normalmente, fazendo piadas, comprando roupas novas e falando de seus amores. Que horror... parece que a mãe não faz falta, aliás, viviam brigadas pelo que sei. Acho que no fundo ela tem agradecido por não ter mais ninguém para encher seu saco."



"Olha para ela.
Ela é digna de pena. Que dó dessa menina. Olha lá como anda triste, parece estar com depressão. Seus olhos perderam o brilho e tudo a deixa nervosa, a ponto de explodir. Talvez ela se sinta melhor sozinha, por isso se afasta de todo mundo. Vou lá oferecer ajuda, mas não que eu vá ajudar de verdade, pois já tenho meus problemas e sou ocupada demais. Mesmo assim, não custa nada dizer que estou aqui, mesmo que seja mentira. Tadinha, é uma pobre coitada mesmo."



"Olha para ela.
Essa menina é doidinha mesmo. Ela é um completo caos por dentro, mas por fora sorri como se fosse a pessoa mais feliz do mundo. O seu único problema é que ela sente demais. Sente paixão, sente medo, sente alegria, sente tudo ao mesmo tempo e principalmente, se sente sozinha. Mesmo assim ela dá gargalhadas e enche de presentes as pessoas que ama, mesmo que não seja recíproco. Ela arranca sorrisos até de desconhecidos, pois não suporta ver ninguém triste perto dela. Ela tenta disfarçar o máximo que pode, mas quando está sozinha, ela ainda chora pela mãe ou por aquele amor não correspondido. Tolo do homem que não consegue enxergar a poesia em seus olhos, pois essa menina faz de tudo para levar felicidade, mesmo que a felicidade a ignore totalmente."


Tempestade. Caos. Alegria. Amor. Tudo e mais um pouco.


"Não gosto de borboletas pretas.. ainda mais gigantes assim." - Disse minha mãe ao olhar uma borboleta gigante repousando na parede do quintal.
"Porque?"
"Quando minha mãe morreu, eu vi duas borboletas pretas gigantes no teto do banheiro, enquanto tomava banho para ir ao velório dela"
"Para de besteira mãe.. isso é superstição."
"Eu não acho que seja.. era ela. Ela e meu irmão. Como se estivessem representados ali, por aquelas duas borboletas. Uma maior e uma menor. A mãe e seu filhote. A minha mãe e meu irmão."
"Não gosto desse assunto de morte mãe. Para de falar besteira. Vai tomar seu remédio da tireóide e não fala mais isso, por favor"
"Tudo bem..."


Me encontrei com uma borboleta preta e gigante na mesma semana que minha mãe faleceu e desde então, as minhas paranoias que já eram muitas, aumentaram.






Não seja o tipo de pessoa que tem pena ou raiva de mim. Eu estou tentando mudar. Não tenho inspiração para escrever no blog, seja por tristeza ou apenas falta de tempo. Mas não sejam essas pessoas. Respeitem o meu pai, respeitem a mim. Não queremos ninguém em casa. Não queremos que tenham pena. Queremos apenas seguir nossas vidas em paz, se possível. Não vejam maldade na onde não tem. Não peço para que entendam.. apenas que respeitem, já que até isso está difícil ultimamente.








Obrigada.


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